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25 de Fevereiro de 2018

Um momento, por favor (não jurídico)

Uma pausa para uma pequena reflexão

Thiago Andrade, Advogado
Publicado por Thiago Andrade
há 11 dias

Gostaria de convidá-lo (a) para esse exercício de imaginação comigo:

Imagine que estamos todos em uma escola, na mesma sala de aula. As mesas são bem grandes e redondas e sentamos todos lado a lado. Vem a professora e entrega uma prova pra cada um de nós, sendo cada prova diferente pra cada aluno. Mas essa é uma escola diferente das que estamos acostumados: as provas não é “cada um na sua carteira e olhe apenas para a sua prova”. Aqui a professora diz: -Prestem atenção! Eu quero que vocês olhem a prova de quem está do vosso lado e se esforcem o máximo que conseguirem a ajudá-los! E nós lemos as questões uma a uma, e de vez em quando, conversando, a gente percebe que as vezes cai a mesma questão pros outros também. E às vezes celebramos quando acertamos e também quando erramos, achando que estamos indo bem. Porque ninguém sabe ao certo a resposta certa, somente ao final do ano letivo. E quem decide se nós vamos passar de série é a direção da escola, a quem nós nunca vimos e só ouvimos falar.


Pois bem, meus amigos, foi essa viagem que eu fiz enquanto tomava banho (sessão duchas filosóficas) e pensava sobre nossa passagem na Terra. A sala de aula é a nossa existência; a professora é a vida, no sentido da frase ‘a vida te coloca em certas situações’; e cada questão da prova é um problema, uma dificuldade, um dilema que precisamos decidir. O livre arbítrio não está em escolher as questões, mas nas respostas que daremos. Se vamos ou não contratar aquele trabalhador, firmar ou não um contrato, casar com ela ou seguir buscando etc. A professora disse para ajudarmos os outros, e poucos se dão conta que isto é em si mesmo uma das questões da prova!

Ainda há aqueles que, de tanto se preocuparem na Direção da escola, como é, quem é, e como julga, esquecem de resolver as próprias questões – alguns nem sequer as leem – e passam o ano letivo inteiro literalmente olhando pro céu... Outros quase isso, se concentram em avaliar as respostas que os outros dão, e nem se dão conta que eles também possuem uma prova a fazer – talvez se sintam bem em brincar de professora, mesmo sendo alunos.

Bem, poderíamos fazer muitos outros desdobramentos dentro dessa historinha. Além da certeza que no final desse mês vou pagar uma fortuna na conta de água, sei disso: não vamos esquecer de ajudar uns aos outros em cada oportunidade de fazê-lo que a vida nos oferece. Tenho certeza que, quando as férias chegarem, toda a turma vai se reencontrar e poderemos matar a saudade dos colegas que sentaram à mesa próximo a nós e seguir adiante juntos.

1 Comentário

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Ótima reflexão. continuar lendo